O viaduto da BR-040 em Valparaíso de Goiás deveria ter sido entregue em dezembro de 2024. Quatro meses depois do prazo, em abril de 2025, a obra parou. A justificativa da Prefeitura foi falta de recursos para continuar os serviços. O orçamento inicial era de R$ 34.993.447,22, entre recursos municipais e emendas parlamentares. Como uma obra desse porte chegou ao canteiro, perdeu o prazo e ficou sem dinheiro para continuar?
Em outubro de 2025, o DNIT formalizou a transferência do contrato com a Prefeitura e assumiu a condução dos trabalhos. O órgão anunciou investimento federal de aproximadamente R$ 12 milhões pelo Novo PAC. Em abril de 2026, o prefeito Marcus Vinicius afirmou que o município já havia pago cerca de R$ 24 milhões, estimou em aproximadamente R$ 11 milhões o valor restante e disse que, até aquela data, a União ainda não havia repassado recursos para a obra.
A conta da obra precisa ser aberta
O valor inicial do contrato, os pagamentos informados pela Prefeitura e o investimento federal anunciado descrevem etapas diferentes da mesma obra. Para saber se a conta cresceu, é preciso confrontar o contrato original com os aditivos, as medições e os pagamentos de cada órgão. Os dados divulgados deixam uma pergunta central em aberto: os R$ 12 milhões do Novo PAC cobrem o saldo que a Prefeitura estimava em R$ 11 milhões ou incluem serviços e custos adicionais?
É nessa diferença que se mede o peso do atraso para os cofres públicos. Se houve reajustes, mudanças de projeto ou despesas extras para retomar o canteiro, quanto custou cada uma? E se o orçamento inicial já previa a conclusão, em que momento o dinheiro deixou de ser suficiente para manter a obra em andamento?
Liberar o viaduto e entregar o complexo são duas datas a esclarecer
O DNIT informou previsão de conclusão em 2026. A cobertura local mais recente apontou avanço na pavimentação e previsão de liberar o tráfego sobre o viaduto em novembro, condicionada ao andamento dos serviços. O projeto também inclui alças de acesso e uma rotatória inferior. A Prefeitura e o DNIT precisam esclarecer se essas estruturas entram em operação junto com o viaduto ou se terão prazos próprios.
O primeiro prazo venceu em 2024. Desde então, a obra parou, mudou de comando e recebeu anúncio de investimento federal. Agora, a cobrança é por uma planilha e um calendário. Quanto já saiu dos cofres públicos, quanto ainda vai sair e em que dia o motorista poderá usar o complexo inteiro?
Clica no link abaixo e leia o dossiê contento informações e varias incongruências ate agora sobre o bendito viaduto.

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